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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Medicamentos para Enxaqueca durante a Gravidez e Lactação.

A utilização de medicamentos durante a gravidez e lactação requer cautela diante dos riscos trazidos ao feto ou ao lactente. Assim, a todo momento que informação validade é publicada em revistas confiáveis torna-se pertinente que esta seja compartilhada com o maior número de pessoas o possível.

Desta maneira, o artigo desta quinta mostra as informações publicadas por um grupo de pesquisadores noruegueses, na revista Nature Reviews Neurology deste mês. O trabalho revisou a literatura buscando compilar as drogas mais seguras para o tratamento da enxaqueca durante a gravidez e amamentação. 

Como podemos observar na figura abaixo, para tratamento agudo, o paracetamol continua sendo o fármaco de escolha durante toda a gravidez. Embora possa ser utilizado na lactação,  neste período as evidências apresentam vantagens para o ibuprofeno, o qual é excretado no leite materno em menores quantidades. Caso o paracetamol não seja eficiente para aliviar a dor desta mãe, a segunda escolha recaiu para o sumatriptano. 




Por outro lado, se necessário o tratamento profilático, os beta-bloqueadores, tornam-se a classe de primeira escolha. Todavia, durante o último trimestre de gravidez é importante avaliar o risco/benefício do uso de qualquer fármaco,  uma vez que o bebê pode ser exposto a possíveis efeitos adversos. Conforme pode ser observado na figura abaixo:




Um abraço e vamos fazer a nossa parte para promover o Uso Racional de Medicamentos!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O tempo ideal de atividade física semanal!

Em 2008, diversos guias passaram a recomendar um mínimo de 75 minutos semanais de atividade física intensa (AFI) ou 150 minutos semanais de atividade física moderada (AFM), para que os benefícios para a saúde (em especial a cardiovascular) pudessem ser efetivamente percebidos. Todavia, questões como: até onde estes benefícios chegavam? A partir de que momento o excesso de atividade física pode ser prejudicial? Ainda não estavam claros.

Na tentativa de responder a estas questões, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer Americano, reuniu os dados de 661.137 pessoas com idades variando entre 21-98 anos.  Estas foram divididos em grupos de acordo com a quantidade de minutos por semana em que praticavam atividade física e comparados em sua longevidade com pessoas sedentárias.


  
O gráfico acima é interessante sob dois aspectos: 1) porque mostra que a partir de determinado ponto as horas a mais de treino não significam mais benefícios sobre a saúde cardiovascular e 2) porque, por outro lado, mostram que o excesso de treino não prejudicou de maneira estatisticamente significante a longevidade dos indivíduos estudados.


Assim, para aqueles que ainda tinham dúvida sobre a quantidades de horas para exercitar-se durante uma semana, o gráfico nos diz: mexa-se e depois que a inércia sair do corpo, coloque como objetivo pelo menos os 75 min/AFI ou 150 min/AFM por semana.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Recomendações sobre o uso de anticoncepcionais orais combinados.

Terminando uma aula para a pós-graduação encontrei estas boas recomendações as usuárias de anticoncepcionais orais combinados. As quais compartilho com vocês, Bom proveito!


•Iniciar no 5º dia do ciclo menstrual, exceto para a primeira cartela dos ATC que contém gestodeno, desogestrel ou drospirenona, a qual se inicia no 1º dia da menstruação;
•Tomar ininterruptamente, no mesmo horário do dia, por 21 dias;
•Parar por 7 dias para que haja a menstruação, o que geralmente ocorre entre o 2º e o 4º dias da pausa;
•Reiniciar no 8º dia da pausa, mesmo na vigência do fluxo menstrual;
•Não reiniciar o uso se não houver fluxo menstrual, pelo risco de gestação em curso, cujo diagnóstico deve ser estabelecido;
•Procurar aconselhamento médico em caso de aumento da pressão arterial, surgimento de enxaqueca importante, dores ou edema em membros inferiores ou outras manifestações de doenças importantes;
•Não suspender os ATC devido ao aparecimento de sintoma menores no início do uso, pois há tolerância a esses efeitos após 1 a 2 ciclos;
•Não é necessário fazer a pausa anual para a ovulação, pois mesmo em uso prolongado a pílula é medida reversível;  
•Substituir durante 3 ciclos as formulações de menor para as de maior dosagem  quando houver ausência de fluxo menstrual (excluída gravidez) ou sangramento intermenstrual. 



•Iniciar no 1º dia do ciclo menstrual (1º dia da menstruação); se estiver trocando de contraceptivo, iniciar no dia posterior ao termino da cartela anterior (não fazer a pausa);
•Tomar ininterruptamente, no mesmo horário do dia, por 24 dias;
•Parar por 4 dias para que haja a menstruação, o que geralmente ocorre no 2º dia da pausa; 
•Reiniciar no 5º dia da pausa, mesmo na vigência de fluxo menstrual; 
•Se não houver fluxo menstrual, procurar atendimento para excluir gestação em curso, cujo diagnóstico deve ser estabelecido; lembrar que pode ser apenas efeito da supressão endometrial, se houver uso regular;

Fonte: Fuchs, Wannmacher e Ferreira: Farmacologia Clinica, 3ed)