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sábado, 21 de junho de 2014

Farmacêutico Consultor

Sempre que tenho a oportunidade, comento que o farmacêutico pode assumir a responsabilidade sobre o sucesso do tratamento medicamentoso do paciente. É claro que aquelas pessoas que estão familiarizadas com a definição de Atenção Farmacêutica, proposta por Charles Hepler e Linda Strand no final dos anos 80, reconhecem em meu discurso a influência destes autores.

Mas na verdade a ideia é diferente, porque esta responsabilidade que falo não passa obrigatoriamente pelo acompanhamento em longo prazo, tampouco pelo estabelecimento de um desfecho clínico favorável, conforme é proposto por Hepler e Strand. Concordo que ambos são importantes, mas talvez inviabilizem a execução do trabalho sob o seguinte ponto de vista: custos repassados ao paciente. Um parêntese “sei que esta é uma questão delicada e merecerá um texto específico para ela”.

Penso que o farmacêutico pode exercer um papel mais pontual, por exemplo: e se o farmacêutico fosse pago por consultas especializadas sobre o tratamento medicamentoso de indivíduos ou grupos atendidos em instituições? Na verdade, este farmacêutico consultor já existe! O termo “consultant pharmacist” foi cunhado pelo farmacêutico americano George F. Archambault, considerado o precursor da área originada em asilos dos Estados Unidos.

Para investigar sobre as diferentes áreas de atuação do “consultant pharmacist” sugiro o site da American Society of Consultant Pharmacist (www.ascp.com), ou então aguardar pelas nossas próximas atualizações.


Obs.: este texto foi publicado originalmente em 30/09/2012 por mim na pagina "www.farmaceuticoresponsavel.com.br"